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Agente usava esquadra para traficar armas

Agente usava esquadra para traficar armas

Ministério Público acusa polícia de corrupção e reclama perto de 80 mil euros ganhos com os crimes. Rede de 15 arguidos liderada por agricultor vendia metralhadoras, pistolas, revólveres ou munições.

O Núcleo de Armas e Explosivos da PSP de Chaves era o local de trabalho do agente Basílio Monteiro, mas era também no resguardo desta zona de acesso reservado da esquadra trasmontana que, segundo o Ministério Público (MP), o polícia traficava armas. Ele e outros 14 arguidos, que foram detidos numa megaoperação da Polícia Judiciária de Vila Real, em outubro de 2020, e vão ser julgados por tráfico de armas, drogas e notas falsas, além de corrupção. O MP reclama quase 80 mil euros ao PSP, que tinha 34 mil dólares em casa quando foi preso.

Basílio Monteiro não era um agente qualquer. Era um dos responsáveis pela receção de armas entregues voluntariamente à Polícia, bem como pela fiscalização e tramitação dos processos de legalização das pistolas e carabinas. E, de acordo com a acusação do MP do Porto, Basílio Monteiro, atualmente em prisão domiciliária, decidiu aproveitar as suas funções de polícia para obter ganhos ilícitos.

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