Aveiro

Agrediam vítimas na rua e depois telefonavam a extorquir dinheiro

Agrediam vítimas na rua e depois telefonavam a extorquir dinheiro

Três homens espalharam o pânico, durante quatro meses, na zona de Aveiro. Acabaram detidos pela GNR, mas o tribunal deixou-os em liberdade.

O modus operandi era quase sempre o mesmo: atraíam as vítimas a um local, sob pretexto de concretizarem negócios, e agrediam-nas brutalmente, abandonando-as de seguida. Mais tarde, entravam em contacto com as mesmas, para as coagir e lhes extorquir dinheiro. Foi assim que três homens - de 37, 50 e 52 anos - atuaram, ao longo de quatro meses, maioritariamente na zona de Aveiro. Há poucos dias, acabaram detidos pela GNR.

Ao que tudo indica, o trio fazia-se passar por potenciais interessados em bens ou serviços que as vítimas tinham à venda, como automóveis, marcando encontro sob esse pretexto. "Estamos a falar de negócios perfeitamente legítimos. Mas, à chegada, as pessoas eram logo brutalmente agredidas e deixadas", adiantou, ao JN, fonte oficial do Comando Territorial da GNR de Aveiro. Numa das situações, pelo menos, os homens também se fizeram passar por cobradores de uma dívida que a vítima tinha.

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De acordo com a GNR, as agressões perpetradas pelos suspeitos chegaram a culminar em "internamento hospitalar e causaram medo, inquietação e grande pânico". "Posteriormente, entravam em contacto para coagir as vítimas e extorquir-lhes dinheiro, chegando até a ameaçar fazer mal às respetivas famílias", explicou a mesma fonte.

Têm antecedentes criminais

No âmbito da investigação das autoridades policiais, foram feitas cinco buscas domiciliárias, uma não domiciliária e quatro em veículos, nos concelhos de Aveiro, Águeda e Coimbra. As mesmas culminaram na detenção dos três homens - pelos crimes de extorsão agravada, coação agravada e ofensas à integridade física qualificada - e na apreensão de 62 doses de cocaína.

Segundo o JN apurou, os integrantes do trio - dois de nacionalidade portuguesa e um são-tomense têm antecedentes criminais por crimes como associação criminosa, sequestro, tráfico de estupefacientes e violência doméstica. E, na passada quarta-feira, presentes ao Juiz de Instrução Criminal de Aveiro, foram colocados de novo em liberdade, enquanto aguardam o desenrolar do processo, sujeitos às medidas de coação de proibição de contactos entre si, proibição de se ausentarem da área geográfica dos domicílios e apresentações diárias no posto policial da sua área de residência.

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