
Também ofereceu dinheiro a quem matasse jornalista
Foto: Reinaldo Rodrigues / Arquivo
Um homem de 30 anos, detido em outubro do ano passado pela PJ, foi formalmente acusado dos crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência, instigação pública à prática de homicídio, apologia pública de crime, gravações ilícitas e detenção de arma proibida. Difundiu nas redes sociais uma publicação na qual incitava à violência contra brasileiros.
Numa das publicações identificadas, o homem oferecia, como recompensa, um apartamento no centro de Lisboa a quem realizasse um massacre e exterminasse brasileiros e, ainda, um bónus adicional de 100 mil euros a quem atentasse contra a vida de uma jornalista brasileira que trabalha em Portugal.
Segundo um comunicado da PJ, a publicação "tornou-se viral, com enorme repercussão e alarme social, afetando gravemente o sentimento de tranquilidade, de segurança e de paz pública, gerando a indignação e o repúdio em vários quadrantes".
Uma investigação da Unidade Nacional de Contraterrorismo conseguiu identificar e deter o suspeito, um luso-brasileiro de 30 anos. Ao arguido, com antecedentes policiais por crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência e com um elevado conhecimento no âmbito da segurança digital, foram-lhe apreendidos vastos elementos probatórios, designadamente, um elevado acervo de prova digital relativo ao seu radicalismo ideológico.
Em comunicado divulgado esta sexta-feira, a PJ anunciou que o arguido foi agora formalmente acusado. "Cumpre realçar que a PJ desenvolve uma atividade permanente e sistemática na deteção, prevenção e combate aos designados crimes de ódio", termina a missiva.

