
PJ mostrou armas apreendidas em 2021
Fotos: Joaquim Gomes/JN
Um advogado de Braga é arguido por fortes indícios de crimes de tráfico de armas. Terá integrado uma rede que foi desmantelada pela Secção Regional de Combate ao Terrorismo e Banditismo, da Diretoria do Norte da Polícia Judiciária.
O caso tem a ver com a investigação que levou ao confisco de um arsenal bélico, há menos de três anos, em Braga, Guimarães, Póvoa de Lanhoso, Amares, Fafe, Felgueiras, Santo Tirso, Póvoa de Varzim e em Vila do Conde.
Posteriores diligências da PJ do Norte, sediada no Porto, confirmaram as suspeitas que apontavam para o advogado, residente no concelho de Braga, que é filho de um antigo deputado do CDS/PP.
Mas o processo tem mais de uma dezena de suspeitos, estando prestes a ser proferido despacho de acusação.
A operação da PJ levada a cabo na primeira semana de julho de 2021, com epicentro em Braga, Guimarães e Póvoa de Lanhoso, atingiu o núcleo duro da rede criminosa e permitiu apreender dezenas de armas de fogo, nomeadamente de calibre de guerra, e milhares de munições.
Relação confirma suspeitas
Entretanto, em resposta a um recurso, o Tribunal da Relação do Porto confirmou os indícios apurados pelo Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal Regional do Porto. O tribunal superior considera que, fruto das investigações da PJ do Porto e de Vila Real, principalmente em Braga, pelo menos desde fevereiro do ano de 2020, todos os suspeitos se dedicariam ao crime de mediação e tráfico de armas.
O advogado suspeito foi apanhado em vigilâncias e seguimentos da PJ, que também fez escutas telefónicas. A própria Relação do Porto dá por suficientemente indiciado o envolvimento do advogado e dos seus coarguidos na aquisição de armas e no favorecimento de contactos com interessados em armas e munições.
