Agentes da investigação criminal da PSP protestam contra "escravatura" dos piquetes

Foto: Direitos Reservados
Dezenas de agentes da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da PSP do Porto estão reunidos, esta quinta-feira, em plenário, protestando contra o que consideram ser uma "escravatura" da Direção Nacional da PSP ao impor piquetes não remunerados já partir de março.
Ao JN, Paulo Santos, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) sublinha que os agentes da DIC "terão de trabalhar mais 50 horas mensais sem remuneração", explicando que, após o primeiro piquete, que é feito após o horário de trabalho, "já esgotaram o plafond de horas e não podem receber mais".
A ASPP/PSP considera a situação "insustentável", acusando a Direção Nacional de recorrer de forma ilegal ao regime de piquete para assegurar funções permanentes.

Foto: Direitos Reservados
Segundo a estrutura sindical, os agentes da DIC Porto cumprem horário das 9 às 17 horas e são depois integrados na Brigada de Serviço Permanente (BSP) sob regime de "piquete", apesar desta funcionar 24 horas, sete dias por semana.
A ASPP/PSP sustenta que o piquete é, por lei, excecional e não pode ser utilizado para suprir necessidades permanentes.
O plenário desta quinta-feira, que teve de ser transferido para o auditório da Ordem dos Contabilistas, dada a elevada adesão de agentes, servirá para definir eventuais formas de luta e exigir a implementação de um regime de turnos, à semelhança do que acontece noutras unidades do país.

