
Rosário Constantino é a proprietária de um restaurante frequentado por Pedro Dias
Rui Manuel Ferreira/global imagens
Pedro João Dias esteve em São Martinho de Anta, Sabrosa, "uma semana antes" de matar duas pessoas em Aguiar da Beira, o que leva a crer que conhece a região onde agora anda escondido.
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Rosário Constantino, proprietária de um restaurante naquela localidade, reconheceu o homicida que ali almoçou. "Quando vi a fotografia dele, fiquei logo com a sensação de que o conhecia aqui do restaurante. Costumava vir com um grupo de caçadores", contou Rosário.
A mulher viu as suas suspeitas confirmadas quando a Polícia Judiciária apareceu à sua porta no domingo à noite, depois de Pedro Dias ter sido visto em Constantim, Vila Real, a cerca de 15 quilómetros. "Queriam saber se costumava parar por aqui", afirmou.
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Rosário Constantino não sabe de onde são os caçadores que integravam o grupo do fugitivo, mas recorda que não viu qualquer comportamento fora do normal. "O grupo não era da região, mas costumavam parar por aqui às quintas-feiras, que é dia de caça. Foram sempre simpáticos", sublinhou. A proprietária do restaurante garante que já na altura Pedro João Dias usava barba. "Reconheci-o quando vi a segunda foto", afirmou.
A população continua apreensiva. Cidália Ferreira mora em Constantim e tem família em Assento. "Isto está a afetar o nosso dia a dia. A GNR não deixou o meu pai ir dar de comer aos animais e já me mandou parar e revistou a mala do carro", contou ao JN.
