"As agressões eram à frente de todos", diz ex-trabalhadora de lar de idosos ilegal na Maia

Julgamento arrancou esta quarta-feira no Tribunal de Matosinhos
Foto: Rui Oliveira
Uma ex-funcionária de um lar na Maia que funcionava sem licença ou autorização das autoridades, e cuja única sócia e gerente foi acusada de maus-tratos por agredir fisicamente três utentes, afirmou, esta quarta-feira, que as alegadas bofetadas eram dadas "à frente de outros utentes e funcionários" e que as vítimas "tinham medo, mesmo de falar com a família".
A depor no Tribunal de Matosinhos, onde a arguida remeteu-se ao silêncio, a antiga trabalhadora (que exerceu funções na "Afetos e Carinho ao Idoso" durante cerca de um ano e três meses) traçou um cenário de carências e humilhações. Disse que já tinha experiência a trabalhar com idosos, quer no Brasil, quer em Portugal, onde esteve quatro anos numa instituição em São Mamede de Infesta, em Matosinhos, e que, ao entrar naquele lar na Maia, percebeu que "havia coisas erradas".

