Bombeiros do Montijo e pavilhão no Samouco acolhem mariscadores identificados pela Polícia

O pavilhão terá camas e condições sanitárias adequadas à estadia temporária dos migrantes
Carlos Pimentel/Global Imagens
Os 243 mariscadores identificados na operação de combate ao tráfico de seres humanos pela Polícia Marítima vão ser alojados temporariamente nos bombeiros do Montijo e num pavilhão desportivo no Samouco.
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No Montijo, o espaço trata-se de um pavilhão polidesportivo adjacente ao quartel dos bombeiros, vai estar apetrechado de camas e com condições sanitárias adequadas à estadia temporária de 80 pessoas.
No Samouco, a autarquia vai providenciar o mesmo tipo de alojamento no Pavilhão Desportivo do Samouco para 160 migrantes.
De acordo com Nuno Canta, presidente da autarquia do Montijo, a solução é temporária e o pavilhão vai servir de centro de triagem para estes migrantes. "A Segurança Social vai agora tratar dos processos definitivos de realojamento e pode ser que algumas destas pessoas fiquem no espaço mais que dois dias, mas não é previsível que fiquem muito mais". Nuno Canta congratula a Polícia Marítima pela operação desta quarta feira e relembra que o problema principal é a apanha ilegal da amêijoa.
"Todos os que passam na Ponte Vasco da Gama veem a atividade ilegal que acontece no Estuário do Tejo junto ao Samouco e que leva a que surjam outras atividades criminosas como as que estiveram na origem da operação de hoje", afirma Nuno Canta, referindo-se à exploração de mão de obra ilegal e tráfico de seres humanos para a apanha da amêijoa.
A opinião é partilhada por Fernando Pinto, presidente da Câmara Municipal de Alcochete, que admite que as condições de alojamento dos migrantes é temporária no pavilhão disponibilizado pela autarquia. "Há 1500 mariscadores no Tejo a praticar uma atividade ilegal que podia ter sido erradicada há 12 anos se tivesse existido vontade política para tal".
O autarca recebeu informação da Segurança Social que a estadia dos migrantes será temporária. "Temos condições para os acolher entre oito a dez dias e esperamos que a Segurança Social trate das suas situações de alojamento definitivo", adianta.

