A comunidade portuguesa de Newark, a 15 quilómetros de Nova Iorque, tomou conhecimento do homicídio com "estupefacção", devido à sua "brutalidade", mas "não abalou o respeito que os norte-americanos têm pelos portugueses", admitiu, ontem, ao JN, Augusto Amador, vereador daquela cidade. Natural da Murtosa, admite que o crime está a ser seguido com especial atenção também sobretudo por haver nos EUA muita gente oriunda de Cantanhede - "um dos maiores empreiteiros nos EUA, Eduardo (Ed) Cruz, que está envolvido na construção das novas torres do World Trade Center, é de Cantanhede", diz.
Pela sua experiência política (destacado dirigente do Partido Democrata em Newark), diz que Renato deverá conhecer a sua sentença daqui a seis meses. Até lá, garante, se confessou o crime, "só se arranjar um bom advogado - que custará 50 mil dólares - poderá evitar a prisão perpétua." Renato deverá enfrentar uma acusação de homicídio em segundo grau - pena de 25 anos a prisão perpétua. "Tem que provar que houve tentativa de aproveitamento de Carlos Castro à sua pessoa, que foi isso que o levou a fazer o que fez porque não conseguiu aguentar a pressão e explodiu", diz Amador.
Tal como Amador, Tony Ramos, membro-honorário do Hudson Portuguese Club, diz que o crime não abalou a imagem dos portugueses . "Aqui, as notícias incidem sobretudo no ataque, no sábado, de Jared Loughner, de 22 anos, em Arizona, que causou seis mortos e 14 feridos, entre eles a congressista Gabrielle Giffords, de 40 anos", diz.
