
Judiciária apreendeu 25 pinturas,. que haviam sido falsificadas numa prisão
Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens
A Polícia Judiciária apreendeu, na zona do Porto, 26 pinturas falsas que eram produzidas na oficina de um estabelecimento prisional e deteve um comerciante de arte, com 50 anos.
A rede agora desmantelada tinha como principal responsável um comerciante de arte, referenciado por introduzir no comércio de arte nacional, leiloeiras e galerias, obras pictóricas falsas, elaboradas "ao estilo" ou reproduções de grandes mestres nacionais e estrangeiros.
"O esquema urdido compreendia ainda um falsário, que produzia e assinava a pintura, e um conjunto de indivíduos responsáveis pela colocação no mercado, e em particulares de boa-fé, das peças produzidas", refere a PJ em comunicado.
A produção da pintura "decorria na sala de artesanato de um estabelecimento prisional, sendo o falsário, previamente municiado dos materiais necessários, tais como telas, pincéis, folhas de papel de desenho, tubos de tinta e óleo, frascos de óleo de linhaça, lápis de carvão, papel vegetal, papel químico e outros".
As pinturas saíam do estabelecimento prisional através de visitas autorizadas, "sendo as mesmas seguidamente escoadas para o circuito comercial pelo ora detido, que era quem coordenava todo o esquema", revelou a Judiciária.
Os pintores até ao momento identificados nas falsificações são Cruzeiro Seixas, Mário Cesariny, Noronha da Costa, José Malhoa, Cutileiro, Domingos Alvarez, Malangatana e Almada Negreiros.
Nesta operação foram apreendidas 26 pinturas, que se juntam a outras 16 que haviam sido detetadas no âmbito da mesma operação.
A investigação, que contou com a colaboração da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, prossegue no sentido de identificar a totalidade das peças contrafeitas produzidas, bem como a sua atual localização.
O detido foi ouvido em primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de obrigação de permanência na habitação.
