De ovos com lagartas a azeite queimado: os rituais das falsas videntes

Mulheres da família condenada por burla marcaram encontros com as vítimas em cemitérios e igrejas para realizarem as rezas prometidas e que acabariam com os feitiços
Foto: Reinaldo Rodrigues / Arquivo
O Tribunal de Lisboa deu como provado que 11 mulheres foram burladas por uma família de falsos videntes e condenou os seis membros a cinco anos de prisão. A pena fica, no entanto, suspensa por igual período de tempo. O esquema usado em cada caso adaptava-se às vítimas.
A família atacava, essencialmente, nas imediações de hospitais e clínicas e tinha como alvo vítimas emocionalmente fragilizadas por doenças que as afetavam ou que colocovam em risco a vida de familiares próximos. Com recurso a diferentes contos do vigário, atraíam as mulheres e convenciam-nas a entregar dinheiro e joias.

