
Fracisco J. Marques
José Carmo / Global Imagens
Francisco J. Marques revelou que foi ele que gizou a estratégia para a revelação dos "e-mails" do Benfica. E que fê-lo para "defender o interesse do F. C. Porto e dos outros clubes prejudicados".
"O Benfica acha que o Porto fez espionagem. O Benfica é que fazia espionagem", acusou esta quarta-feira à tarde o diretor de informação e comunicação do Porto, comentando uma troca de e-mails que continha mensagens escritas de Fernando Gomes, atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol.
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Francisco J. Marques garantiu ainda que não conhece a identidade de quem lhe enviou os e-mails do Benfica e que o aconselhou a também enviar aquelas informações à polícia.
"Há claríssimo interesse público" na revelação dos e-mails, assegurou Francisco J. Marques, no âmbito do processo cível que os encarnados moveram ao F. C. Porto e aos seus administradores pelo acesso e divulgação de informações confidenciais do clube da Luz.
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"Embora formalmente não tenha carteira profissional, sou jornalista e o meu comportamento foi de jornalista", afirmou o diretor portista, acrescentando que o programa Universo Porto da Bancada é "claramente um programa de informação".
Com o testemunho de Francisco J. Marques, que é um dos réus do processo, terminou a fase de produção de prova. As partes irão fazer as alegações finais por escrito e entregá-las até dia 30 de abril. O juiz terá depois 30 dias para analisar o processo e tomar uma decisão.
