"É este Governo que compra e que paga": Confirmada aquisição de oito mil bodycams para PSP e GNR

Governo confirma aquisição de bodycams
Foto: Arquivo
O Governo confirmou, esta quinta-feira, que vai avançar com a aquisição de oito mil câmaras portáteis de uso individual, as chamadas bodycams, para a PSP e a GNR, num investimento de cerca de seis milhões de euros, corroborando a notícia avançada hoje pelo JN. Os equipamentos deverão ser entregues ainda este ano e a distribuição será feita de acordo com as necessidades operacionais identificadas pelas duas forças de segurança, que contam com mais de 40 mil efetivos. A decisão foi aprovada em Conselho de Ministros.
Em conferência de imprensa, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, sublinhou que a aquisição se trata de um compromisso antigo agora concretizado por este Executivo. "É uma promessa de há muito, um desejo de muitos, um anúncio, e não mais do que isso, de alguns no passado, mas que é este Governo que faz, que compra e que paga", afirmou.
Segundo o governante, as oito mil câmaras portáteis poderão ter um impacto significativo no combate ao crime, ao reforçarem os meios de prova disponíveis e a eficácia da atuação policial. "Podem fazer toda a diferença, na medida em que oferecem e garantem meios de prova adicionais para tornar o combate ao crime e a ação das forças mais eficaz", referiu, acrescentando que o equipamento também protege os próprios agentes. "A atuação das forças de segurança e eventuais ameaças ficam registadas, o que constitui igualmente uma garantia que reforça a segurança dos portugueses."
António Leitão Amaro confirmou ainda que as bodycams se destinam à PSP e à GNR, esclarecendo que a despesa foi aprovada de forma conjunta, mas com margem de flexibilidade na distribuição. "Aprovámos a despesa num conjunto, podendo haver flexibilidade no volume de aquisição e de afetação em função das necessidades operacionais que forem identificadas", explicou.
De acordo com o ministro, existe já um levantamento preliminar das necessidades e dos custos associados, que justificam o montante global de seis milhões de euros. No entanto, a divisão final do equipamento entre as duas forças ainda não está fechada. "A aquisição e a afetação concreta vão sendo trabalhadas com as forças de segurança. A divisão final ainda não está definida, precisamente porque é suposto haver esse grau de flexibilidade", concluiu.

