
Filha da falecida atriz Delfina Cruz, Maria Custódia Amaral, não era vista desde 19 de janeiro
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A Polícia Judiciária (PJ) realizou, este sábado, uma operação policial, na zona da Lourinhã, na qual foi detido um homem suspeito de ter matado a agente imobiliária Maria Amaral, filha da atriz de teatro de revista, televisão e cinema Delfina Cruz. Segundo apurou o JN, o detido não era namorado ou companheiro da vítima, de 54 anos, que estava desaparecida desde 19 de janeiro.
"A investigação, desenvolvida de forma célere e ininterrupta, permitiu recolher um conjunto robusto de indícios e provas que possibilitaram identificar o presumível autor do crime", apontou a PJ, em comunicado emitido ontem à noite, sem adiantar a identidade nem a motivação do presumível homicida.
A operação da PJ, executada através da sua Unidade Nacional de Contraterrorismo, incluiu uma busca à casa do suspeito e permitiu encontrar "vestígios hemáticos [sangue] relevantes, que vieram a corroborar as fortes suspeitas".
Os inspetores também partiram para o terreno com um mandado de detenção fora de flagrante delito, emitido pelo magistrado do Ministério Público titular do inquérito.
A agente imobiliária, residente nas Caldas da Rainha, foi vista pela última vez no dia 19 de janeiro, com o namorado, e desde então não contactou familiares nem amigos. Além da família, também a agência imobiliária onde Maria Amaral trabalhava fez apelos nas redes sociais.
"Cadáver escondido"
A PJ refere que, após inspeção à casa do suspeito, "irá realizar diligências tendo em vista o levantamento do cadáver do sítio onde foi escondido".
O suspeito será presente à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório judicial e eventual aplicação de medidas de coação, acrescentou a Judiciária, referindo que "a investigação prossegue com vista ao cabal apuramento das circunstâncias em que o crime ocorreu".
A mãe de Maria Amaral, a atriz de Delfina Cruz, morreu há 11 anos.v

