
Um dos suspeitos trabalhava na instituição, circunstância que terá facilitado o acesso aos meios de pagamento da vítima
Foto: Bruno Simões Castanheira / Arquivo
Duas pessoas foram constituídas arguidas por se terem aproveitado da vulnerabilidade de uma idosa, com mais de 80 anos, utente de um lar, para lhe roubarem os cartões bancários , lesando-a em mais de 100 mil euros. Buscas decorreram em Esposende e Valongo.
A Polícia Judiciária constituiu dois arguidos e efetuou buscas domiciliárias nos concelhos de Esposende e de Valongo no âmbito da operação "Cartão Dourado", cuja investigação incide sobre a prática dos crimes de furto, abuso de cartão ou de dados de pagamento e branqueamento de capitais.
A intervenção policial teve origem na suspeita de que os arguidos se terão aproveitado da vulnerabilidade de uma idosa, com mais de 80 anos, utente de um lar, para se apoderarem dos seus cartões bancários e obterem vantagens patrimoniais indevidas. Um dos suspeitos trabalhava na instituição, circunstância que terá facilitado o acesso aos meios de pagamento da vítima.
De acordo com a Polícia Judiciária, os cartões terão sido utilizados de forma continuada, provocando um prejuízo superior a 100 mil euros à vítima. Os suspeitos terão ainda associado contactos telefónicos próprios à conta bancária da idosa, o que lhes permitiu efetuar pagamentos de despesas pessoais e adquirir diversos bens em seu nome.
No decurso da operação, as autoridades apreenderam documentação e vários equipamentos informáticos identificados como tendo sido utilizados na atividade criminosa. Foi igualmente apreendida uma viatura automóvel, que terá sido adquirida com o produto dos crimes em investigação.
A operação contou com o acompanhamento de especialistas de polícia científica da Polícia Judiciária, que procederam à análise de equipamentos informáticos e documentação considerados relevantes para o esclarecimento dos factos. A investigação prossegue, com o objetivo de apurar todas as circunstâncias do esquema e a eventual responsabilidade criminal dos envolvidos.
O inquérito é dirigido pelo Ministério Público de Braga.

