
Material apreendido pela GNR na fábrica clandestina em Vila Pouca de Aguiar
Foto: Direitos Reservados
Uma operação do Destacamento de Ação Fiscal do Porto da GNR desmantelou uma fábrica clandestina de produção de cigarros em Vila Pouca de Aguiar. A organização criminosa, com elevado grau de sofisticação, produzia massivamente cigarros que depois distribuía por Portugal e outros países da União Europeia.
A investigação iniciou-se em setembro de 2025, após a recolha de informação que apontava para a existência de uma rede criminosa, constituída por indivíduos portugueses e de países do leste da Europa, a operar no norte do país. "O 'modus operandi' consistia na produção massificada de cigarros e na sua posterior distribuição, com destino ao território nacional e a outros países da União Europeia", descreve um comunicado da GNR.
Foi possível apurar que a estrutura criminosa era constituída por um número significativo de indivíduos e operava a partir dos concelhos de Montalegre, Chaves, Vila Pouca de Aguiar e Felgueiras. Segundo os militares, a organização evidenciava "um alto grau de sofisticação", com "uma cadeia organizada de operações ao nível da logística, produção e armazenamento".
A ação, que culminou no desmantelamento da fábrica, teve início na segunda-feira, após um acidente de viação, em Sabroso de Aguiar, nas imediações do local onde laboraria a fábrica clandestina. Os militares detetaram no interior de um pesado envolvido no acidente, maquinaria destinada à produção ilícita de tabaco, que foi apreendida.
No dia seguinte, terça-feira, decorreu a operação "SIMBA". Foram cumpridos nove mandados de busca nos distritos de Vila Real e Porto que culminaram na apreensão de folha de tabaco e cigarros, em quantidades a apurar, maquinaria utilizada em todo o processo de produção de cigarros e duas viaturas pesadas de mercadorias com semirreboque.
Foi detido um homem, de 47 anos, que será apresentado ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto para primeiro interrogatório e eventual aplicação de medidas de coação.
Na operação foram empenhados cerca de 80 militares da Guarda, incluindo militares da Unidade de Ação Fiscal, da Unidade de Intervenção e do Comando Territorial de Vila Real, contando ainda com o apoio operacional da EUROPOL.

