Gravidez detetada em hospital revela violação de jovem de 14 anos. Testes de ADN confirmaram agressor

Judiciaria deteve homem suspeito de violar menina de 14 anos
Foto: PJ
A Polícia Judiciária (PJ) deteve, em Sintra, um homem, de 21 anos, fortemente indiciado da violação de uma adolescente, de 14 anos, portadora de doença congénita. Os factos ocorreram em fevereiro de 2025, mas o caso só foi descoberto meses mais tarde devido ao estado de gravidez da vítima. Após o nascimento da criança, foi possível recolher os perfis de ADN que confirmaram a paternidade do bebé.
A vítima, que sofre de uma doença congénita que lhe provoca limitações motoras nos braços e pernas, foi abordada pelo suspeito na via pública quando regressava da escola. O homem utilizou a força física para a obrigar a entrar no seu domicílio, onde consumou o crime mantendo-a sob constante constrangimento.
A menina fugiu do local assim que o suspeito a libertou e, por medo, não revelou o sucedido na altura, "embora tenha passado a manifestar alterações de comportamento e a evitar os percursos que antes realizava de forma autónoma", revela a PJ.
"Seria em contexto de atendimento hospitalar - que a menor recebe continuamente atento o seu quadro clínico -, que seria detetada, em agosto de 2025, uma gravidez em avançado estado de evolução, e só aí a menor revelou o sucedido à sua progenitora, que logo denunciou o sucedido", relata a PJ.
Após o nascimento da criança, as perícias de ADN realizadas pelo Laboratório de Polícia Científica da PJ confirmaram, de forma inequívoca, a paternidade e a identidade do autor do crime.
Apesar de o suspeito ter abandonado a residência onde os factos ocorreram, a investigação da PJ permitiu localizá-lo e detê-lo, em cumprimento de um mandado emitido pelo Ministério Público.
O detido será agora presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação adequadas.

