Guardas e técnicos acusam: cadeias são geridas por "amigos de amigos" escolhidos por "clientelismo doentio"

Técnicos e guardas asseguram que cadeias estão em risco devido à nomeação de dirigentes sem as qualificações adequadas
Foto: Leonel de Castro
Os técnicos de reinserção social acusam a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) de promover um "clientelismo doentio", que tem permitido a nomeação de pessoas "sem a formação e experiência adequada" para as direções das cadeias que, por esse motivo, ficam em risco. Já os guardas prisionais asseguram que as prisões são governadas pelos "amigos dos amigos". O Ministério da Justiça (MJ) garante que a mais recente designação de comissões de serviço para diretor ou adjunto cumpriu a lei.
No dia 12 de janeiro deste ano, 43 diretores de cadeia (de um total de 49) tomaram posse e, na cerimónia, o secretário de Estado Adjunto e da Justiça, Gonçalo da Cunha Pires, declarou que a escolha tinha-se baseado "na experiência e no mérito demonstrado no exercício anterior de funções na DGRSP". No final do mesmo mês, por proposta dos diretores recém-empossados, também seriam nomeados 71 adjuntos da direção de cadeia para nova comissão de serviço.

