Detido ex-bancário que raptou filha de três anos no Porto. Refugiou-se num abrigo de montanha

Suspeito foi agora detido pela PJ
Foto: Rui Oliveira/Arquivo
Um homem de 42 anos, ex-bancário, foi detido no domingo pela Polícia Judiciária (PJ), em Matosinhos, após raptar a filha de três anos da casa da mãe, há uma semana, no Porto, e refugiar-se com ela num abrigo de montanha em Montalegre, no distrito de Vila Real.
O caso teve início na noite de segunda-feira passada, tal como o JN noticiou, quando o suspeito se deslocou à residência da ex-companheira, na zona das Antas, tocou à campainha e entrou na habitação.
Segundo apurou o JN na altura, o homem trancou a ex-companheira numa divisão da casa, deixando-a sem acesso a outros espaços, e fugiu em seguida com a filha.
O casal estava separado há algum tempo e, no âmbito do acordo de responsabilidades parentais, a filha deveria residir com a mãe, com visitas do pai sempre "à vista", ou seja, na presença de outro adulto.
Durante os dias seguintes ao rapto, o homem manteve contactos com a ex-companheira, impondo "condições e exigências" para a devolução da menor. Entre estas, segundo disse esta segunda-feira ao JN fonte da PJ, estavam não apenas pedidos de dinheiro, mas também a alteração da morada da mãe, que reside no Porto, para uma nova residência na zona do Gerês, local onde o suspeito se encontrava a residir.
Após várias diligências de investigação levadas a cabo desde sexta-feira pelos inspetores da Diretoria do Norte, a PJ localizou, ao final da tarde de ontem, o suspeito e a criança em Matosinhos.
"Uma vez reunidas as condições de segurança e a salvaguarda da integridade física da menor, procedeu-se à abordagem do agressor, que resistiu fisicamente, tentando opor-se à detenção e recuperação da menor, investindo contra os funcionários desta Polícia", informou, em comunicado, a PJ.
No decurso da investigação, os inspetores identificaram ainda o local onde o suspeito se tinha refugiado com a filha: um abrigo de montanha na zona de Montalegre. Nesse local, as autoridades apreenderam uma arma proibida e uma quantia em dinheiro. A criança foi encontrada em "deficientes condições de higiene" e acabou por ser entregue à mãe.
O detido, "fortemente indiciado pela prática dos crimes de rapto agravado, violência doméstica agravada, resistência e coação sobre funcionário e detenção de arma proibida", será apresentado à autoridade judiciária para aplicação de medidas de coação.

