Hospital condenado por morte de jovem que foi dez vezes à urgência sem que lhe fosse diagnosticado um tumor

Moreira e Maria de Fátima Silva, pais de Sara, lutam há mais de 13 anos por justiça
Foto: Ivo Pereira
Quase 13 anos depois da morte de Sara Moreira, o Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) deu como provado que os médicos do Hospital Padre Américo, em Penafiel, tiveram responsabilidades no falecimento da jovem que não resistiu a um tumor cerebral nunca diagnosticado nas dez vezes em que foi à urgência.
"Falta de articulação dos serviços hospitalares", o não reencaminhamento da utente para consultas da especialidade e a ausência de exames complementares de diagnóstico, nomeadamente uma tomografia axial computadorizada (TAC), foram algumas das justificações para, em novembro do ano passado, condenar o hospital ao pagamento de uma indemnização de 105 mil euros à família da vítima.

