
A vítima, Ricardo Jaquité
DR
As autoridades já identificaram o suspeito do homicídio de Ricardo Jaquité, atleta de triplo salto que morreu esfaqueado no Seixal durante a tarde de quarta-feira. O suspeito permanece em parte incerta.
O esfaqueamento ocorreu na rua João Martins Bandeira, na Arrentela, e o alerta foi dado às 18.58 horas de quarta-feira. A PSP dirigiu-se ao local na sequência de denúncias que descreviam conflitos entre dois grupos com vários elementos. A denúncia inicial, apurou o JN, não dava conta do que realmente aconteceu, uma vez que a investigação apurou agora que os conflitos envolveram apenas agressor e vítima, que tinham em sua volta alguns moradores. Assim, a tese dos conflitos entre dois grupos rivais do Seixal perdeu força.
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Durante o conflito, dois ou três indivíduos tentaram separar o agressor da vítima, mas a grande envergadura dos dois, ambos com mais de 1.90 metros, dificultou a tarefa. As razões da contenda são, por agora, desconhecidas.
Muitos moradores tentaram socorrer o ex-atleta do Sporting e do S. C. Braga e os agentes tiveram que montar um cordão de segurança para permitir o trabalho dos socorristas.
Os bombeiros da Trafaria acorreram ao local com quatro socorristas, que conseguiram estabilizar o homem e transportá-lo para o hospital, onde deu entrada com ferimentos graves. Acabou por morrer. Não conseguiu resistir aos vários golpes de faca que sofreu no tronco e abdómen.
Há cerca de dois anos, o atleta, que foi vice-campeão nacional de ar livre e pista coberta no triplo salto, foi suspenso por quatro anos por questões de doping. Desde então estava sem clube. Ricardo Jaquité morava recentemente na zona das Cavadas, na Arrentela e deixa duas filhas menores.
