
Chamas foram apagadas pelos Bombeiros de Arouca
Foto: Maria João Gala
A mulher de 56 anos suspeita de ter ateado um incêndio florestal em Arouca, no dia 30 de julho de 2025, quebrou o seu silêncio no julgamento, iniciado esta sexta-feira no Tribunal da Feira, para dizer apenas que "não andava bem".
"Eu não andava bem, não sei", largou a arguida perante o juiz que presidiu ao julgamento, após ser confrontada com os factos constantes da acusação. De seguida, disse que não pretendia prestar mais declarações.
O Ministério Público solicitou a audição da gravação do interrogatório judicial, no qual a mulher confirmava a utilização de um isqueiro para atear o fogo. Nesse mesmo interrogatório, referiu várias vezes que "não estava bem". "Eu não sabia o que ia fazer, não sei o que se passou na minha cabeça. Estava com um esgotamento", justificou.
O julgamento prossegue com a audição das testemunhas da acusação, estando previsto que as testemunhas de defesa sejam ouvidas após a chegada ao tribunal do relatório pericial solicitado para ser junto ao processo.
De acordo com a acusação, a mulher decidiu atear fogo numa zona de mato próxima da sua residência, na freguesia de Canelas, concelho de Arouca, com o propósito de provocar um incêndio.
O fogo, que consumiu mato, pinheiros de pequeno porte e eucaliptos numa área de cerca de 150 metros quadrados, junto à via pública, acabou por se propagar por uma encosta próxima.
No combate às chamas estiveram os Bombeiros de Arouca, com o apoio de quatro veículos, um meio aéreo e 19 bombeiros.
