Influenciadora que concorreu pelo Chega a Lisboa suspeita de procuradoria ilícita e burlas

As suspeitas foram reveladas pelo programa de investigação "A Prova dos Factos", da RTP
Foto: Pedro Granadeiro
Mafalda Guerra, influenciadora que foi candidata do Chega à Câmara de Lisboa e foi nomeada vogal do Conselho de Administração dos Serviços Sociais da autarquia, está sob suspeita da prática de procuradoria ilícita e de burlas.
As suspeitas foram reveladas pelo programa de investigação "A Prova dos Factos", da RTP. Segundo a reportagem, Mafalda Guerra terá praticado atos próprios de um advogado sem possuir habilitação legal para o exercício da profissão (procuradoria ilícita) e, de acordo com a investigação, algumas pessoas terão recorrido a Mafalda Guerra para tratar de processos e questões legais, acreditando que esta poderia intervir nesses assuntos, apesar de não ser advogada.
A reportagem levanta ainda suspeitas relacionadas com o arrendamento de imóveis a imigrantes em Lisboa. Segundo o programa, alguns inquilinos estarão a pagar cerca de 680 euros por um T0 com aproximadamente oito metros quadrados, sem emissão de recibos.
Casos houve em que, por esse motivo, os inquilinos tentaram rescindir, sem sucesso, os contratos e reaver o dinheiro pago como caução. Ainda segundo a RTP, Mafalda Guerra terá vários imóveis arrendados nestas condições, o que levanta dúvidas sobre a legalidade das práticas e sobre o cumprimento das regras fiscais e de arrendamento.
O Jornal de Notícias tentou contactar a Ordem dos Advogados e a Câmara Municipal de Lisboa para obter esclarecimentos sobre o caso.

Foto: Mafalda Guerra/Facebook

