
Cristiano Santos, presidente da Associação Sindical dos Funcionários da ASAE
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O inspetor da ASAE - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, que disparou, na terça-feira, sobre um homem, por acreditar ser amante da mulher, ferindo-o no braço direito, vai permanecer mais uma noite nos calabouços da esquadra da PSP da Marinha Grande, onde cometeu o crime. Apesar de ter sido ouvido, esta quinta-feira, por um juiz de instrução criminal do Tribunal de Leiria, as medidas de coação só serão decretadas amanhã, disse ao JN junto de fonte policial.
O JN apurou ainda que o magistrado estará a ponderar as medidas de coação mais adequadas a aplicar a Cristiano Santos, 45 anos, presidente da Associação Sindical dos Funcionários da ASAE, para produzir o despacho, o que sucederá sexta-feira de manhã. A mesma fonte considera que o facto de os ferimentos não terem colocado a vida da vítima em perigo, de o autor se encontrar socialmente inserido e de não existir sugestão de perigo de fuga ou de continuação da atividade criminosa terão estado na base do adiamento da decisão.
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O homem, de 47 anos, que foi baleado também ainda não apresentou queixa nas autoridades. Eduardo Abreu, comandante dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande, contou ao JN que "a vítima comentou que tinha sido baleada por um indivíduo do sexo masculino, que já não estava no local". A vítima estava "em pé agarrado ao braço", quando os bombeiros chegaram, após ter sido dado o alerta via 112. "Tinha uma ferida incisiva, mas não apanhou nenhum vaso sanguíneo considerável. Estava consciente e orientado, e entrou pelo pé dele na ambulância."
Após cometer o crime com a arma de serviço na Rua Miguel Torga, Cristiano Santos entregou-se na esquadra da PSP da Marinha Grande, cidade onde trabalhava com a vítima, disse ao JN a mesma fonte policial. O casal mora em Leiria e o homem baleado, que foi assistido no Hospital de Santo André, em Leiria, reside em Ourém, no distrito de Santarém.
