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A mãe de Valentina Fonseca, a menina de nove anos morta, em maio passado, pelo pai e pela madrasta, está convencida de que a filha foi assassinada por ter "visto algo na casa". "Com medo, calaram-na", acusa.
Sónia Fonseca referiu, por outro lado, que a menina "vinha sempre feliz de casa do pai", na Atouguia da Baleia, em Peniche. "Quando a ia buscar para minha casa, perguntava sempre quando voltava. E nunca me apareceu com nódoas ou sinais de maus tratos. Uma vez disse-lhe que queria ficar com ela um fim de semana e ela respondeu: "Para quê. És uma seca. Que fico aqui a fazer? Lá tenho os meus manos e vou para a praia com o meu pai e a minha Márcia [madrasta]", afirmou, em entrevista à SIC Notícias.
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A mãe de Valentina Fonseca, cujo corpo foi encontrado, no dia 10 de maio, num Pinhal em Peniche, onde havia sido deixado pelo pai, Sandro Bernardo, e pela madrasta, Márcia Bernardo, recordou que a última conversa com a filha havia sido no Dia da Mãe (3 de maio).
"Disse-me que estava tudo bem. Perguntei-lhe se queria vir passar uma temporada comigo e ela disse que não, que estava tudo bem. 'Xau mãe. És uma chata. Gosto muito de ti', foram as últimas palavras que lhe ouvi", recordou Sónia Fonseca.
A mãe de Valentina diz que o motivo do crime é a resposta que falta. "Por que a mataram? Acho que viu algo na casa e o pai, com medo que ela dissesse, calou-a", concluiu.
