
Tribunal de São João Novo está a fazer o julgamento
Foto: José Carmo / Arquivo
O Ministério Público (MP) pediu esta quinta-feira, no Tribunal do Porto, dez anos de cadeia para o alegado líder de uma rede de trafico de droga que atuava no Norte, a partir do porto de Leixões, onde contaria com estivadores, sete deles detidos pela Polícia Judiciária
A alegada rede terá importado do Brasil e da Argentina centenas de quilos de cocaína, que se destinariam a Fábio Teixeira, ou "Freak", conhecido pela ligação ao antigo gangue de Valbom.
Para o MP, que pediu para outros arguidos penas entre três e seis anos, mas também duas absolvições, só não foi feita prova do crime de associação criminosa de que os 13 arguidos estavam acusados, ao contrário dos de tráfico, branqueamento e posse de arma.
Antes das alegações, o "Freak" decidiu falar e fê-lo durante mais de duas horas para negar a quase totalidade da acusação. Não era traficante, a droga apreendida - 79 quilos no barco "Pluto" e 110, também de cocaína, teriam outro destinatário que, afirmou, a PJ conhece muito bem. "O próprio inspetor me disse saber que não era eu o destinatário", repetiu.
Sobre o seu pretenso braço direito, um brasileiro, com supostas ligações ao Primeiro Comando da Capital (PCC), fação criminosa brasileira, e que fugiu aquando da detenção dos agora a ser julgados, Freak confessou conhecê-lo, mas de negócios ligados a automóveis e TVDE, desconhecendo que "alguma vez" o fugitivo tivesse relações o perigoso bando brasileiro.
