MP pede mais de 15 anos de cadeia para arguidos que fingiram ser inspetores da PJ

Arguidos faziam-se passar por inspetores da PJ
Foto: Paulo Jorge Magalhães
O Ministério Público (MP) de Guimarães pediu a condenação a uma pena de prisão superior a 15 anos para cada um dos dois principais arguidos que se fizeram passar por inspetores da Polícia Judiciária para burlar várias pessoas. Em causa estão os crimes de burla qualificada, sequestro, usurpação de funções, falsificação de documentos.
O caso envolve outros três arguidos. Para um deles, Mário, o MP considera que deve ser condenado a uma pena inferior a cinco anos suspensa na sua execução. Entretanto, para os outros dois, o procurador da República considera que devem ser condenados a penas efetivas "acima dos cinco anos" de prisão.
Os indivíduos faziam-se passar por inspetores da PJ, exibindo cartões de identificação, mandados falsificados e coletes identificativos para entrar em casas onde saberiam haver dinheiro e bens valiosos. Diziam aos proprietários das habitações que estavam a ser investigados e diziam-lhes que tinham de entregar dinheiro, ouro e outros bens. Depois, informavam-nos de que bastaria aguardar e que mais tarde devolveriam tudo, algo que não acontecia.
