Multinacional brasileira do crime controlada a partir de prisão em São Paulo

Para impedir a transferência dos líderes do “Piranhão” para outras prisões, o PCC fez 120 reféns em 16 estabelecimentos prisionais e promoveu ataques sangrentos nas ruas de São Paulo, durante dez dias
Foto: Leonel de Castro/Arquivo
O Primeiro Comando da Capital (PCC), maior organização criminosa brasileira, nasceu em 1993, no interior da principal cadeia de São Paulo, o "Piranhão", sob o lema “Paz, Justiça e Liberdade”. O primeiro objetivo dos oito fundadores era lutar contra os maus-tratos a que os reclusos eram sujeitos.
Contudo, rapidamente a organização se transformou num sindicato do crime, cujos líderes coordenavam, a partir da cela, assaltos milionários. O dinheiro arrecadado deu dimensão e força ao Primeiro Comando da Capital (PCC) que, em 2001, promoveu uma rebelião em 29 cadeias, que terminou com 14 presos mortos e 19 polícias feridos.

