Pai de suspeito de crimes sexuais com menores baleou inspetores da PJ para travar detenção

Mesmo feridos e sem disparar as armas de serviço, os inspetores da PJ dominaram pai e filho e avançaram para as detenções
Foto: André Rolo
Dois inspetores da Polícia Judiciária (PJ) foram baleados, na manhã desta terça-feira, em Duas Igrejas, Paredes, durante uma diligência relacionada com a investigação de crimes sexuais. Ambos os polícias estão livres de perigo.
O caso ocorreu pelas 7 horas, quando uma equipa da PJ de Braga procurava executar um mandado de detenção, no âmbito, explica a própria Judiciária, "de uma operação policial que inclui a realização de dez buscas domiciliárias nos concelhos do Porto, Matosinhos, Vila Nova de Famalicão, Fafe, Arouca, Alijó, Aveiro e Paredes, e que investiga a prática de atos sexuais com adolescentes, recurso à prostituição de menores, pornografia de menores e aliciamento de menores para fins sexuais".
No decurso da busca, o alvo do mandado de detenção resistiu e não facilitou a entrada, "pela porta principal da moradia". Foi então, que "um primeiro inspetor da PJ acabou por aceder ao interior da mesma [habitação] por uma porta traseira". "Nesse preciso momento, foi surpreendido pelo alvo principal da respetiva diligência, um homem, com 43 anos, com o qual se envolveu física e violentamente", descreve um comunicado da PJ.
Com o suspeito e inspetor agarrados, "e quando um segundo inspetor se desloca ao local", o pai do alvo, de 77 anos, "realizou dois disparos na direção" de um dos elementos da PJ. A bala atingiu-o "superficialmente na zona da cabeça".
Após o disparo, o alvo do mandado de detenção conseguiu "alguma liberdade de movimentos e tenta apoderar-se da arma do seu pai" para balear os inspetores. "Nesse preciso momento, e já com um dos inspetores a dominar fisicamente o septuagenário, é efetuado um terceiro disparo", que atinge o polícia "superficialmente na zona do ombro".
Mesmo feridos e sem disparar as armas de serviço, os inspetores da PJ dominaram pai e filho e avançaram para a detenção de ambos, pelos crimes "de coação e resistência a funcionário e homicídios na forma tentada".
Já com os familiares sob custódia, os inspetores "receberam os primeiros socorros no próprio local, através de uma equipa do INEM", e, depois, "foram conduzidos ao Hospital de Penafiel, livres de perigo de vida".

