
O antigo ministro da Cultura, Manuel Maria Carrilho
Nuno Pinto Fernandes/Global Imagens
O Ministério Público pediu o afastamento da juíza no âmbito do julgamento de Manuel Maria Carrilho por alegada violência doméstica contra a sua ex-mulher Bárbara Guimarães.
Segundo fonte da Procuradoria-Geral da República, o Ministério Público apresentou o requerimento de recusa de juiz por considerar existir motivo "sério e grave, adequado a gerar desconfiança sobre a imparcialidade da magistrada judicial".
O pedido foi entregue esta quinta-feira, disse fonte do Tribunal de Instância Local de Lisboa à agência Lusa. A juíza do processo tem agora cinco dias para se pronunciar e enviar o processo para a Relação de Lisboa para que esta se pronuncie.
Em causa estão algumas considerações feitas pela juíza durante a primeira sessão do julgamento, que decorreu na sexta-feira passada.
Na segunda-feira, a Associação Portuguesa de Mulheres Juristas manifestou "preocupação" com algumas expressões usadas pela juíza Joana Ferrer no julgamento do antigo ministro socialista por alegada violência doméstica contra Bárbara Guimarães.
No comunicado, a Associação Portuguesa de Mulheres Juristas referiu que "não quer deixar de expressar publicamente a sua preocupação pelo que estas revelam sobre a persistência de prejuízos desconformes com o legalmente estipulado sobre o modo de agir com vítimas de violência doméstica".
O antigo ministro socialista da Cultura Manuel Maria Carrilho, que se separou de Bárbara Guimarães em 2013 após um casamento de mais de 10 anos, é acusado de violência doméstica.
Segundo a apresentadora, os maus tratos físicos ocorreram entre finais de 2012 e 2013.
