
Pedro Dias
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Pedro Dias reiterou, em entrevista à RTP, que está inocente dos crimes de Aguiar da Beira e que o caso será esclarecido, com a ajuda do "senhor GNR" que sobreviveu ao homicídio.
"Sinto-me um homem inocente com vontade de defender a minha honra", disse o suspeito momentos antes de se ter entregado na última terça-feira. "As coisas vão ser esclarecidas. Tenho provas e tenho a convicção para demonstrar que há equívocos" neste caso.
Na mesma entrevista, o suspeito diz ter recebido uma chamada de um elemento da GNR que o ameaçou de morte, momentos antes de "ser baleado no Alto da Freita".
Sobre as vítimas do duplo homicídio, que deixou ainda duas pessoas feridas com gravidade, Pedro Dias assegura que não as conhecia e que "não esteve com elas".
"A vontade dos agentes, populares e caçadores era muito animalesca", afirmou, mostrando desconfiar dos elementos da GNR envolvidos na caça ao homem.
Piloto conta mesmo que esteve a poucos metros de militares "com camisola amarela torrada" e que ele diziam, segundo afirma, que teriam de "matar esse indivíduo".
Nas quatro semanas em fuga, "Piloto" sobreviveu a comer castanhas, nozes e kiwis, tendo tomado banho em rios. Deixa ainda perceber que terá estado perto da escola da filha, onde tentou ouvir a sua voz. Fuga foi feita sempre a Norte de Arouca, mas perto e sempre em Portugal.
Depois da entrevista, a RTP divulgou a chamada da advogada de Pedro Dias para o diretor nacional da Polícia Judiciária, revelando que estava com Pedro Dias e que queria entregar o suspeito à PJ, mas não à Brigada de Homicídios de Coimbra.
