
Edite Silva tinha dois filhos menores
Foto: Direitos reservados
O motorista da Carris Metropolitana suspeito de ter assassinado uma colega a sangue-frio por motivos passionais, em Lisboa, ficou em prisão preventiva. A decisão foi tomada esta tarde de quarta-feira, dois dias depois do suspeito se ter entregado à PJ, após ainda ter tentado a fuga para o Algarve.
O crime ocorreu na madrugada de 2 de fevereiro. Frederico, de 36 anos, terá mantido um relacionamento com Edite por alguns meses. Dias antes, ela tinha terminado a relação. Ele não se terá conformado.
Perante as recusas em reatar o namoro, decidiu montar uma emboscada. Conhecia as rotinas de Edite e esperou por ela no parque de estacionamento junto a sua casa, na Avenida de Ceuta, em Lisboa. Surpreendeu Edite quanto esta se preparava para entrar no carro. Atingiu-a com quatro tiros, dois deles na zona da cabeça.
O corpo de Edite foi descoberto por um vizinho pelas 4.30 horas. O assassino já se tinha colocado em fuga. Os bombeiros ainda tentaram manobras de reanimação, mas sem sucesso. Segundo a PJ, "foi possível perceber que o autor dos factos iniciou fuga de Lisboa rumo ao sul do país". Pelo caminho aproveitou para se desfazer da arma. Os inspetores telefonaram-lhe e convenceram-no a entregar-se na PJ de Faro. Esta quarta-feira foi apresentado a primeiro interrogatório judicial e ficou em prisão preventiva.

