
Professor foi julgado no Tribunal de Leiria
Foto: Nuno Brites / Arquivo
O Tribunal de Leiria condenou, esta quinta-feira, um professor, de 65 anos, a três anos de prisão, suspensa por igual período, pela prática de sete crimes de abuso sexual de crianças. Em relação aos restantes 18 crimes de que estava acusado, o arguido foi absolvido.
Segundo o acórdão, o tribunal não deu crédito à versão do réu que, durante o julgamento, negou "sempre tudo", com uma estratégia de defesa segundo a qual foram as três meninas que "fabularam" o caso. "Estranho que três crianças se queixem da mesma conduta", apontou a presidente do coletivo de juízes, que optou por não fazer mais considerações. "Sendo o senhor professor e sendo pai, não sei o que lhe dizer. Fica na sua consciência", declarou.
Além da condenação a pena de prisão suspensa, o arguido terá de pagar uma indemnização a duas das vítimas, cinco mil euros a uma e seis mil euros a outra, acrescidos de juros. Não foi condenado a penas acessórias porque, segundo explicou a juíza, estas caíram em sede de pronúncia.
O arguido estava acusado de 25 crimes de abuso sexual de menores, ocorridos em sua casa. Duas das vítimas, que, à data dos factos tinham entre sete e dez anos, eram amigas da filha do abusador. A terceira vivia no mesmo prédio. "Fruto da vizinhança, o arguido veio a estabelecer uma relação de proximidade" com a criança e a família desta, pelo que a menina ia brincar para casa do suspeito, professor numa escola da cidade de Leiria, expôs a acusação, citada pela agência Lusa.
Segundo o despacho, o arguido sujeitou as vítimas a contactos de natureza sexual, "mesmo quando se encontravam outras pessoas em casa", fazendo-o "quando ninguém estava a ver".
