
Um dos incêndios provocou danos de 12 mil euros
Um homem de 62 anos, suspeito de vários incêndios em esplanadas no centro de Viana do Castelo, poderá ser internado compulsivamente. Esta é a intenção da PSP, que vai contactar com o Ministério Público (MP) para tentar encontrar uma solução e "devolver o sentimento de segurança à população do centro histórico".
O homem, residente em Viana do Castelo, terá ateado pelo menos meia dúzia de fogos em esplanadas nas últimas semanas, estima a PSP. Os incêndios, sempre durante a noite, foram extintos com prontidão e causaram apenas danos materiais. Ao que tudo indica, o suspeito, que terá problemas psicológicos, atua por motivos fúteis, por exemplo, por lhe ser negado serviço.
Fonte do Comando Distrital da PSP de Viana do Castelo disse à Lusa que o suspeito "já foi constituído arguido, ao abrigo de um dos incêndios, tendo os factos sido comunicados ao MP". Porém, "apesar dos esforços desenvolvidos pela PSP, ainda não foi possível encontrar o homem em flagrante delito ou ter imagens de videovigilância que corroborem as suspeitas da PSP", acrescentou, em referência a duas situações em que seria possível decretar a sua prisão preventiva.
Encontrar "solução mais célere"
Outra das soluções em cima da mesa é o internamento compulsivo do suspeito. A PSP adiantou à Lusa que está a reunir "toda a informação sobre os incêndios que ocorreram em esplanadas de diferentes estabelecimentos comerciais da cidade, para, juntamente com o MP, ser encontrada uma solução mais célere para transmitir um sentimento de segurança à população".
"O internamento compulsivo pode ser decidido pela PSP ou pelo MP. É a solução mais imediata para devolver o sentimento de segurança à população do centro histórico", referiu a mesma fonte. "Esta situação tem de ter uma solução, seja do ponto de vista criminal, seja do ponto de vista clínico", considerou.

