
Ministério Público do Porto acusou oito pessoas e oito de firmas de vários cries de usura, burla e branqueamento
Foto: Carlos Carneiro
Oito pessoas e oito empresas foram acusadas de usura, burla qualificada, falsificação de documentos e branqueamento. Entre 2006 e 2013, terão conseguido lucrar mais de 4,2 milhões de euros com créditos abusivos.
Os seis principais arguidos, cinco familiares entre si e um amigo, aproveitavam-se do estado de necessidade das vítimas para conceder créditos a juros muito superiores ao permitido. Por vezes até atingiam 50% do valor emprestado. Se não conseguissem pagar, o que, dadas as elevadas taxas, era o mais provável, as vítimas ficavam sem imóveis ou eram obrigadas a hipotecá-los para saldar a dívida.
Os outros dois arguido, também seus familiares, auxiliavam-nos, "no circuito bancário", na constituição de empresas e branqueamento das verbas obtidas.
Segundo a acusação, de 18 de dezembro do ano passado, o grupo, que operava a partir de uma loja na Póvoa do Lanhoso, terá feito pelo menos 25 vítimas. No total, conseguiram apropriar-se de mais de 4,2 milhões de euros em dinheiro e património, valor agora reclamado pelo Ministério Público, sem prejuízo dos direitos das vítimas.

