São os clientes dos bancos quem arca com as perdas na maioria das burlas

Jurista Vinay Pranjivan diz que "engenharia social" cria oportunidades criminosas
Foto: Leonardo Negrão/ Arquivo
A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (Deco) admite que neste tipo de burlas informáticas é muito difícil os clientes dos bancos serem ressarcidos. "Foi publicado um relatório da Autoridade Bancária Europeia, em conjunto com o Banco Central Europeu, sobre fraudes, e nós vemos que, no caso das transferências, que é o típico exemplo, em 85% dos casos quem acaba por ter de arcar com a perda é o cliente e não o banco", afirma Vinay Pranjivan, economista sénior da Deco.
Isto acontece porque muitas fraudes são realizadas "com a chamada engenharia social, em que o consumidor, o dono do dinheiro, é enganado, seduzido a efetuar uma transação, e depois essa transação é feita com base, por exemplo, numa transferência bancária ou várias transferências bancárias, sejam elas através de uma app ou através do homebanking, ou até mesmo da ATM, se for o caso", refere.
