
Mónica Silva, a grávida desaparecida da Murtosa há um ano e meio
Foto: DR
A seleção final de jurados para integrarem o Tribunal do Júri do caso da grávida desaparecida na Murtosa será dia 24 de abril. Julgamento arranca a 19 de maio, no Palácio da Justiça de Aveiro.
Em causa está o julgamento do empresário Fernando Valente, de 37 anos, acusado do assassínio de Mónica Silva, de 33 anos, grávida de sete meses.
O empresário e economista Fernando Valente, em prisão domiciliária com pulseira eletrónica, está acusado de vários crimes: homicídio qualificado, profanação de cadáver, aborto agravado e de detenção de notas falsas de 50 e de 20 euros.
Aquando do desaparecimento, na noite de 3 de outubro de 2023, na Murtosa, Mónica Silva deixou dois filhos menores, então com 14 e 11 anos de idade, suspeitando-se que ia mostrar as ecografias obstétricas a Fernando Valente, que seria o pai.
Segundo a acusação do Ministério Público, Fernando Valente terá recolhido Mónica Silva no seu automóvel, nas imediações da residência da vítima, tendo-a levado para um seu apartamento, na Torreira, onde a terá assassinado.
Inicialmente foram sorteados 100 eleitores, entre 18 e 65 anos, dos concelhos de Aveiro, Águeda, Albergaria-a-Velha, Anadia, Estarreja, Ílhavo, Mealhada, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ovar, Sever do Vouga e Vagos, todos do distrito de Aveiro.
Dos 57 cidadãos apurados, saíram os primeiros 18 sorteados, dos quais serão depois escolhidos oito jurados, quatro efetivos e quatro suplentes, sendo os efetivos a integrar o Tribunal do Júri, com três juízas de direito, magistradas judiciais de carreira.
Na manhã do dia 24 de abril, os 18 cidadãos sorteados na terça-feira serão inquiridos na audiência pública de apuramento, mantendo-se a previsibilidade do início do julgamento para dia 19 de maio, revelou o juiz-presidente do Tribunal Judicial da Comarca de Aveiro, o juiz-desembargador Jorge Bispo, mantendo-se a calendarização de processo urgente com arguido preso.
