
Tribunal de Beja está a julgar 17 arguidos na "Operação Espelho I"
Foto: Teixeira Correia
O Tribunal de Beja já não vai proceder à leitura do acórdão do processo "Operação Espelho I", que tem 17 arguidos por alegada exploração de trabalhadores imigrantes no Alentejo.
A leitura do acórdão estava marcada para 12 de dezembro, mas os advogados de dois dos arguidos contestaram a liquidação de património assumida pelo Ministério Público, sendo que um deles apresentou prova documental. Após a notificação da reabertura da audiência, os dois informaram o tribunal que não pretendiam ser ouvidos ou fazer qualquer alegação sobre a matéria em apreço, apresentando um requerimento para que o acórdão fosse lido no próximo dia 5 de janeiro.
Em despacho remetido aos advogados de defesa, a presidente do coletivo de juízes informou que "os autos prosseguem com a reabertura da audiência para os fins já indicados". Só depois do encerramento da questão da liquidação do património é que será marcada nova data, posterior a 5 de janeiro, para leitura do acórdão.
Este processo resultou da "Operação Espelho", levada a cabo pela Polícia Judiciária em 23 de novembro de 2023. Está em causa a exploração de imigrantes, para a realização de trabalhos agrícolas, por uma alegada associação criminosa, que detém empresas de fachada para encobrir os valores conseguidos de forma ilegal.
