Sindicato contesta corte sistemático de folgas na PSP para garantir serviços “gratificados”

Luís Carrilho (à esquerda) e Paulo Santos (à direita)
Foto: Paulo Spranger e David Tiago
A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia queixou-se ao diretor nacional da PSP, Luís Carrilho, do “corte sistemático” de folgas para assegurar serviços remunerados, também conhecidos por “gratificados”. O sindicato exige respeito pelo descanso e acusa os comandos de “abusarem” de “despachos de exceção”.
“O motivo da denúncia prende-se com a prática reiterada e abusiva que os comandantes utilizam no escalamento dos polícias, para os serviços remunerados, com elevado impacto na vida particular destes. Atualmente, é regra o ‘corte’ sistemático dos dias de folga dos profissionais para fazerem face a todo e qualquer tipo destes serviços”, diz, em comunicado, a associação sindical presidida por Paulo Santos.
O mais representativo sindicato da PSP afirma que a situação é “conhecida de todos”, mas ninguém lhe dá resposta. Os “despachos de exceção” – que retiram folgas aos agentes para garantir serviços pagos como “extras” à PSP e aos profissionais – são, “muitas vezes, emitidos em prazos que não permitem aos polícias organizarem a sua vida pessoal/familiar, apenas e só por ‘capricho’ dos comandantes”, denuncia a ASPP.
Esta lamenta que, “em pleno século XXI”, haja “necessidade de apelar a que se respeite um direito há muito conquistado pelos trabalhadores”. Por isso, apela ao novo diretor nacional para que “para que ponha termo à emissão de despachos de exceção ‘caprichosos’” dos comandos da PSP.
