Suspeitas de mais de uma centena de furtos em cemitérios ficam em domiciliária
Duas mulheres, suspeitas de mais de uma centena de furtos em cemitérios, carros e residências, nas zonas centro e sul do país, vão ficar em prisão domiciliária, decidiu o Tribunal da Relação de Coimbra. Três outros suspeitos, detidos em junho, permanecem em prisão preventiva.
O gangue, composto por dois casais e um primo, com idades entre os 25 e os 33 anos, terá realizado mais de uma centena de furtos em cemitérios, mas também no interior de veículos e residências em Leiria, Lisboa, Coimbra, Santarém, Évora e Setúbal.
Percorriam grandes distâncias à procura de cemitérios isolados e sem ninguém no interior. Levavam tudo o que pudesse ter algum valor, especialmente estatuetas e metais não preciosos, e depois desmontavam tudo para vender.
Após uma investigação de dois meses os militares da GNR de Caldas da Rainha conseguiram localizar e identificar os suspeitos. Um dos assaltos, em Santarém, foi mesmo filmado por um "drone" da GNR, permitindo recolher provas importantes.
A 11 de junho deste ano, três homens e duas mulheres foram detidos em Alenquer e Torres Vedras. Nas 23 buscas realizadas foi possível apreender, quatro veículos, 495 euros em numerário, 738 quilos de metais não preciosos, já processados para venda, provenientes de furtos em cemitérios, 24 estatuetas, uma minimoto, duas televisões, um monitor curvo, uma consola, uma máquina fotográfica, um relógio, diversa documentação e faturação relativa à venda de metais preciosos e não preciosos, ferramentas e diversas bases em pedra mármore e granito, provenientes do desmantelamento de estatuetas religiosas de cemitérios.
Quatro arguidos por auxílio e recetação
Foram ainda constituídos mais quatro arguidos, com idades entre os 20 e os 64 anos, alguns com antecedentes criminais por crimes de igual natureza e uma empresa, por auxílio à prática dos crimes e por recetação.
Os cinco suspeitos detidos foram apresentados a primeiro interrogatório no Tribunal de Leiria. Os três homens ficaram em prisão preventiva. As duas mulheres ficaram com apresentações bissemanais no posto policial da residência.
Ministério Público recorreu e Relação deu razão
Segundo um comunicado da GNR de Leiria, emitido esta segunda-feira, o Ministério Público recorreu para o Tribunal da Relação de Coimbra. Os juízes desembargadores deram provimento e agravaram a medida de coação das duas arguidas para prisão domiciliária, com pulseira eletrónica.
Ainda segundo a mesma fonte, os três arguidos continuam em prisão preventiva até à avaliação das condições para passagem a prisão domiciliária com pulseira eletrónica.

