Suspeito de abusar de aluno com deficiência libertado mas impedido de contactar crianças

Professor já não leciona na escola onde terá cometido os abusos, porém continua a dar aulas num espaço privado
Foto: André Luís Alves / Arquivo
Um professor de dança, de 38 anos, foi detido por ter praticado "atos sexuais de relevo" com um aluno portador de perturbação neurológica permanente. A vítima tem 12 anos e o crime foi cometido numa escola primária de Lisboa, durante as atividades extracurriculares.
Os abusos sexuais foram cometidos em outubro de 2024 e só descobertos quando o aluno começou a recusar ir para o estabelecimento de ensino. Estranhando o comportamento, a mãe do menino tentou perceber os motivos para a atitude anormal e, perante a insistência da família, o menino deu pistas de que tinha sido sujeito a abusos sexuais.
A progenitora rapidamente comunicou as suspeitas à escola que, por sua vez, denunciou o caso ao Ministério Público. A Polícia Judiciária foi, então, acionada, mas quando iniciou as diligências já tinham passado seis meses da data dos factos.
Apesar das dificuldades causadas pela distância temporal ao período em que os crimes aconteceram, os inspetores recolheram indícios que consolidaram a suspeita de que o aluno com deficiência foi alvo de abusos sexuais de relevo.
A investigação também identificou um professor de dança como principal suspeito. A residir em Portugal há cerca de três anos, o docente ensinava dança em aulas extracurriculares, nas quais participavam muitos dos alunos da escola. No entanto, o docente terá aproveitado várias ocasiões em que permaneceu sozinho com a criança com deficiência para, destaca um comunicado da PJ, praticar "atos sexuais de relevo".
Na noite de segunda-feira, o professor de dança foi detido pela PJ e, já nesta terça-feira, levado a tribunal. No final do interrogatório judicial foi libertado, mas ficou impedido de sair do país.
O suspeito já não leciona na escola primária onde terá cometido os abusos, porém continua a dar aulas num espaço privado. Por esse motivo, também ficou proibido de contactar com crianças.

