
09/11/16 - Guarda - Pedro Dias presumvel assassino de um militar da GNR e de um civil no Tribunal Judicial da GuardaMiguel Pereira da Silva / GLOBAL IMAGENS
Miguel Pereira da Silva / GLOBAL IMAGENS
Pedro Dias, suspeito dos homicídios em Aguiar da Beira, chegou ao Tribunal da Guarda às 11.13 horas desta quinta-feira e saiu ao final do dia, após ter sido ouvido por um juiz.
O suspeito de um duplo homicídio a 11 de outubro em Aguiar da Beira começou a ser ouvido por um juiz do Tribunal da Guarda ao início da tarde, disse a advogada Mónica Quintela.
A advogada disse já ter falado com o suspeito e que este está "bem de saúde". Afirmou ainda que o homem, de 44 anos, está "na situação em que qualquer cidadão normal está quando está a ser presente ao JIC (juiz de instrução criminal)".
De manhã, o Ministério Público acabou o requerimento para o interrogatório já com os dados das buscas efetuadas na quarta-feira.
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À chegada, pelas 11.13 horas, transportado pela Polícia Judiciária, Pedro Dias ouviu insultos de alguns populares que se concentraram à porta do tribunal. "Assassino!", ouviu-se entre a multidão.
O suspeito é ouvido pelo juiz de instrução criminal João Saraiva 30 dias após os crimes que ocorreram a 11 de outubro em Aguiar da Beira, no distrito da Guarda.
À porta do tribunal, era visível um dispositivo de segurança da PSP e, além de várias equipas de reportagem dos órgãos de comunicação social, marcavam presença no local alguns populares que assistiam ao desenrolar dos acontecimentos.
Mónica Quintela, advogada do suspeito, chegou ao tribunal pouco depois das 10 horas e explicou desconhecer se o homem prestará ou não declarações ao juiz. "O Código do Processo Penal diz que todos os arguidos têm o direito de se remeter ao silêncio sem que isso os possa prejudicar", disse.
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O inspetor da PJ da Guarda titular do processo chegou ao tribunal da Guarda às 09.25 horas, com duas caixas eventualmente utilizadas para transportar o processo.
Pedro Dias entregou-se na terça-feira à noite às autoridades e, em direto na RTP, foi visível estar algemado e a entrar num carro da polícia, que o transportou para as instalações da Polícia Judiciária (PJ) da Guarda. Também um jornalista do Diário de Coimbra estava presente na detenção.
O suspeito estava desaparecido desde 11 de outubro, data em que dois militares da GNR foram atingidos a tiro, em Aguiar da Beira, no distrito da Guarda. Um morreu e um outro ficou ferido.
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Na mesma madrugada, um homem morreu e a mulher ficou gravemente ferida, também alvejados a tiro na viatura em que seguiam.
A PJ da Guarda adiantou em comunicado que o detido é suspeito da autoria de cinco crimes de homicídio qualificado, três dos quais na forma tentada, dois crimes de sequestro, pelo menos dois de roubo e um crime de furto, entre outros, ocorridos desde o dia 11 de outubro e o dia de terça-feira, nas localidades de Aguiar da Beira, Arouca (Aveiro) e Vila Real.
No âmbito das investigações, a PJ também constituiu arguida uma mulher, de 61 anos, sobre a qual recaem "fundadas suspeitas de favorecimento pessoal" ao detido.
