Suspeito de violência doméstica fica com termo de identidade e residência mas não tem morada fixa

Suspeito de violência doméstica ficou com Termo de Identidade e Residência, apesar de, segfundo a PSP, não ter residência fixa
Foto: Getty Images
A PSP deteve, na Marinha Grande, um homem, de 46 anos, suspeito de violência doméstica, que tinha uma munição proibida. Sem residência fixa, o individuo pernoitava à força em casa da ex-companheira, apesar de contra ele correr um processo. Ouvido em tribunal, ficou sujeito ao Termo de Identidade e Residência (TIR).
Segundo a PSP, a intervenção ocorreu após um alerta para a Rua de António Magalhães Júnior, "por se encontrarem a decorrer agressões", vindo a confirmar-se "uma situação relacionada com violência doméstica".
À chegada ao local, os agentes apuraram que o homem já não se encontrava na habitação, mas a vítima relatou que o suspeito havia "pernoitado na habitação sem o seu consentimento" e que momentos antes adotara "um comportamento agressivo, tendo-a empurrado com violência".
O homem viria a ser intercetado na Avenida 1.º de Maio, com o apoio da Equipa de Prevenção e Intervenção Rápida. Durante a revista, foi encontrada "uma munição intacta de calibre 7.65 mm" no bolso do casaco.
Questionado sobre a sua posse, "não apresentou qualquer justificação plausível", motivo que levou à detenção por posse de munição proibida.
A PSP sublinha que, tendo em conta "os contornos da ocorrência, a possibilidade de acesso a arma de fogo e o risco para a integridade da vítima", o suspeito foi presente a primeiro interrogatório judicial, ficando sujeito a Termo de Identidade e Residência.
"Refira-se, ainda, que à vítima já havia sido atribuído o estatuto de vítima especialmente vulnerável no âmbito do crime de violência doméstica, o qual confere um conjunto de direitos e medidas específicas de proteção e apoio, destinados a salvaguardar pessoas em situação de particular fragilidade", concluiu a PSP, em comunicado.

