Testemunha garantiu ter visto Marley a esfaquear mortalmente Manu no Bar Académico

Crime foi cometido à porta do Bar Académico
Foto: Joaquim Gomes
A primeira testemunha ouvida pelo tribunal no julgamento do homicídio de Manu à porta do Bar Académico de Braga garantiu ter visto o arguido, Matheus Marley Machado, a dar três facadas na vítima.
Ao contrário de todas as outras, a testemunha afirmou que o único arguido deu três golpes, "na axila, nas costas e num braço", a Manu, que "caiu no chão, inanimado". Depois disso, acrescentou, Marley "ainda o pontapeou na cabeça várias vezes e fugiu".
O jovem Manuel de Oliveira Gonçalves (Manu) foi assassinado na madrugada de 12 de abril de 2025, em frente ao Bar Académico da Universidade do Minho, em Braga.
Na origem do crime estarão incidentes anteriores que ocorreram no bar, quando Manu viu ser colocada uma substância alucinogénia na bebida de uma amiga, de 16 anos, intervindo e acabando expulso do espaço de diversão.
Segundo a mesma testemunha, a quem o Tribunal de Braga ouviu com o arguido fora da sala de audiências, "ainda dentro do Bar Académico, o Marley deu duas bofetadas ao Manu".
Uma amiga da vítima afirmou "não ter dúvidas de que Manu ia com as mãos vazias quando enfrentou Marley", explicando que "quem tinha a faca na mão" era outro amigo de Manu, também testemunha no julgamento.
Segundo a jovem, que também testemunhou na tarde desta quarta-feira, Rodrigo Mendes ("Popó"), o amigo que mais perto acompanhava Manu, ao vê-lo a ser agredido, "pegou numa faca e disse 'venham agora', dirigindo-se ao Marley, que estava com uns amigos".
