Alcochete

Bruno de Carvalho identifica-se como comentador desportivo perante o Tribunal

Bruno de Carvalho identifica-se como comentador desportivo perante o Tribunal

O ex-presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, identificou-se como comentador desportivo perante o tribunal de Monsanto, onde esta segunda-feira começa a ser julgado.

Bruno de Carvalho, acusado com outros 43 arguidos dos crimes perpetrados no ataque à Academia de Alcochete, chegou em silêncio ao tribunal. Sorriu aos jornalistas que o esperavam à entrada, mas não prestou declarações.

Já na sala de audiências, o ex-presidente do Sporting identificou-se como comentador desportivo, quando questionado sobre a profissão que desempenha atualmente.

O coletivo de juízes do Tribunal de Almada vai ouvir ao longo desta semana os 44 arguidos, de entre os quais Bruno de Carvalho, o ex-Oficial de Ligação aos Adeptos, Bruno Jacinto, e o ex-líder da Juve Leo, Nuno Mendes, tidos como autores morais do ataque à Academia.

Bruno Jacinto é o único que vai prestar declarações

Bruno Jacinto é o único dos 44 arguidos que está a prestar declarações ao tribunal. Bruno de Carvalho deve apenas fazê-lo no fim do julgamento. Os restantes 42 arguidos, incluindo Mustafa, envolvidos no ataque aos jogadores remetem-se ao silêncio. Fernando Mendes encontra-se em tratamento de quimioterapia.

O Ministério Público acredita que o ex-presidente do Sporting instigou um clima de animosidade entre os adeptos, a claque Juve Leo e os jogadores, nomeadamente Acuña, Rui Patrício e William Carvalho, e deu o aval ao ataque à Academia numa reunião com elementos da claque quando disse "façam o que quiserem".

No debate instrutório, o arguido defendeu que essa expressão foi descontextualizada pelo MP e que apenas a disse em relação à entrada de tarjas no estádio.

Os crimes imputados aos arguidos, sequestro, ofensa à integridade física qualificada, ameaça agravada e introdução em lugar vedado ao público são agravados pelo crime terrorismo, com pena de dois a dez anos.

O julgamento deveria decorrer no Tribunal de Almada, mas por questões de logística, os juízes decidiram transferir as audiências para o Tribunal de Monsanto, em Lisboa.

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