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Burlão manda pôr fogo mas toxicodependente incendeia casa errada 

Burlão manda pôr fogo mas toxicodependente incendeia casa errada 

Estão a ser julgados por incêndio, mas, se houvesse crime de incompetência, também responderiam por tal. A história, que parece de ficção, relata a encomenda de um incêndio num prédio, com o objetivo de destruir provas de crimes, mas em que o incendiário contratado se engana e chega o fogo à própria casa. Foi há quatro anos, no Bonfim, Porto.

Pedro Miguel Pereira da Silva, de 27 anos, atualmente a cumprir pena de prisão pelo crime de burla, começou a ser julgado, esta terça-feira, no tribunal S. João Novo, por ter pagado dois euros a um vizinho para incendiar um prédio onde escondia equipamento informático, fruto de burlas. O vizinho, Abílio Rocha, de 59 anos, toxicodependente, também deveria estar no banco dos réus, mas, por culpa própria - deixou de ter morada certa - não foi notificado. Adiante perceberemos porquê.

O Pedro, que indica "pasteleiro" como profissão, mas vivia essencialmente de burlas, através da internet, habitava com a mulher e filho menor no nº. 527, 1º andar, na rua do Bonfim, no Porto. No prédio da frente morava Abílio, que há anos ocupava ali indevidamente um apartamento cuja locatária tinha falecido. Em maio de 2017, percebendo que estava a ser alvo de investigação da PJ pelas burlas que vinha cometendo, Pedro decidiu "apagar" os vestígios mais evidentes dessa atividade. Para tal, com a ajuda do Abílio, tirou de casa e pôs num velho frigorífico, colocado no pátio de um prédio abandonado, mas contíguo ao seu, oito computadores, vários telemóveis e impressoras, alguns tablets e faturas comprometedoras. Tudo fruto dos embustes que vinha cometendo. No dia 29 desse mês, à noite, esteve com o Abílio, num café próximo, e falou-lhe do seu plano, que era destruir pelo fogo o tal frigorífico e o que ele continha. Abílio aceitou e recebeu dois euros! Para a gasolina.

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