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Burlaram idosa e apropriaram-se de 700 mil euros

Burlaram idosa e apropriaram-se de 700 mil euros

A Policia Judiciária deteve, em Lisboa, três mulheres, com idades compreendidas entre os 27 e os 60 anos, que burlaram uma idosa, de 88 anos, apropriando-se de cerca de 700 mil euros. Uma delas cuidava da vítima na sequência de uma intervenção cirúrgica e teve a ajuda da filha e de uma advogada.

A investigação iniciou-se em finais de novembro do ano passado, na sequência de uma queixa apresentada pelas filhas da vítima, que, segundo a PJ, "é detentora de um vastíssimo património mobiliário e imobiliário".

"A investigação incidiu sobre factos que já decorriam desde maio de 2018, altura em que a vitima foi submetida a uma intervenção cirúrgica e, na sequência disso, teve necessidade cuidados de saúde especializados, que foram contratualizados por familiares", revela a Judiciária, em comunicado.

Uma das cuidadoras foi criando empatia e "aparentes sentimentos de afeto familiar com a vítima, acabando por conquistar a sua confiança incondicional".

Com a ajuda da filha e com a orientação da sua advogada, também arguida, "aproveitaram-se da debilidade física e psicológica da vítima e passaram a gerir o respetivo património, vendendo ou apropriando-se de uma parte dele e dispondo do restante".

As três mulheres obrigaram a idosa a passar procurações em nome delas e criar uma sociedade comercial, por elas controlada e gerida, que foi usada para transferir verbas das contas bancárias tituladas pela idosa, bem como para retirar da posse dela, bens imóveis de que era proprietária.

"Utilizaram ainda a sociedade para contrair empréstimos bancários dando como garantia as aplicações financeiras ou os imóveis da vítima, conseguindo assim apropriar-se de um montante global estimado em 700 mil euros.", sublinha a PJ.

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Graças à investigação criminal, foi possível recuperar e acautelar o património da vítima, composto, entre outros bens, por prédios urbanos e rústicos, aplicações e disponibilidades financeiras.

As detidas foram ouvidas em primeiro interrogatório judicial, e ficaram proibidas de contatar com a idosa. O Tribunal impôs-lhes, ainda, a prestação de cauções de 50 mil euros a duas das arguidas e de 20 mil euros à terceira.

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