
Elizabeth Saraiva fazia-se passar por pessoa abastada
Elizabeth Saraiva lesou nove homens em um milhão de euros. Condenada em 2016, andava fugida à justiça.
Condenada em 2016 a mais de 12 anos de cadeia, por ter burlado, em cerca de um milhão de euros, nove homens que não lhe resistiram, Elizabeth Saraiva foi finalmente capturada e mandada para a cadeia. A "burlona do amor" andava fugida à justiça e foi apanhada quando se preparava para fazer de um piloto de aviões estrangeiro a viver no Algarve a sua nova vítima.
A mulher, hoje com 52 anos, foi detida em Vilamoura, Loulé, na habitação do piloto, com uma idade a rondar os 60 anos. Foi localizada nessa residência pela Diretoria do Sul da Polícia judiciária, que, há sensivelmente um mês, na sequência da emissão de um mandado de detenção europeu a pedido das autoridades portuguesas, tentava descobrir o seu paradeiro.
Segundo apurou o JN, ao ser surpreendida pelos inspetores da Judiciária, Elizabeth resistiu à detenção até ao limite. Esforço inglório, pois, pouco tempo depois, dava entrada na cadeia de Tires para cumprir a pena a que tentava escapar.
A "burlona do amor" arrecadou, entre 2000 e 2011, cerca de um milhão de euros com as burlas efetuadas. Começou por seduzir as vítimas - empresários, gerentes bancários e até um agente da Polícia Marítima -, para, em seguida, lhes pedir empréstimos na ordem dos milhares de euros.
A mulher alegava que necessitava do dinheiro para desbloquear um processo em que iria receber 21 milhões de dólares do Estado da África do Sul. Noutros casos, justificava a necessidade dos empréstimos para concretizar projetos de urbanização em Setúbal. Nunca pagou nenhuma dívida.
Pena reduzida
Condenada pelo Tribunal de Setúbal, Elizabeth Saraiva apresentou sucessivos recursos para evitar a prisão. Nenhum juiz lhe deu razão, mas o Supremo Tribunal de Justiça reduziu-lhe a pena de 12 para dez anos.
Fugida em Espanha
Para não ser localizada pelas autoridades, a "burlona do amor" não permanecia muito tempo no mesmo local. Chegou a passar uma temporada em Huelva, Espanha, o que levou à emissão de um mandado de detenção internacional.
