Atropelamento

Cabrita diz que ninguém está acima da lei e remete saída para Costa

Cabrita diz que ninguém está acima da lei e remete saída para Costa

O ministro da Administração Interna garantiu o "apuramento total" dos factos relativos ao atropelamento mortal ocorrido na A6, em Évora, envolvendo o carro onde seguia. E remeteu decisões sobre uma eventual saída do Governo para o primeiro-ministro.

Eduardo Cabrita garantiu, esta sexta-feira, em declarações aos jornalistas, que o Ministério da Administração Interna (MAI) e todas as pessoas com envolvimento no caso "não deixarão de prestar toda a colaboração que sejam necessária ao apuramento da total da caracterização do que ocorreu", revelando que serão definidas as componentes de indemnização e que "foi de imediato feita a devida e adequada participação dos factos".

Lamentando um "momento triste" que não deseja a ninguém e pelo qual nunca tinha passado no "plano pessoal", o ministro voltou a transmitir à família e amigos do trabalhador atropelado na A6 "uma viva solidariedade", lembrando que o mesmo já havia sido feito no próprio dia do acidente, pela sua chefe de gabinete. E sublinhou não existir "nenhum cidadão ou entidade que esteja acima daquilo que é o quadro legal aplicável".

Questionado sobre a possibilidade de abandonar funções no Governo, no final da cerimónia de aniversário da PSP, Cabrita remeteu eventuais decisões para Costa: "É uma matéria da estrita responsabilidade do primeiro-ministro". E notou que os quatro anos que acumula no MAI "corresponderam aos quatro anos de melhores indicadores de segurança em Portugal".

Eduardo Cabrita falou aos jornalistas duas semanas depois do acidente. "Foi o Ministério da Administração Interna a dar a devida nota do infeliz acidente e porque está aberto o devido inquérito por parte do MP, sujeito a segredo de justiça", justificou.

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