Dia Internacional

Cerca de 500 crianças estiveram desaparecidas em 2020

Cerca de 500 crianças estiveram desaparecidas em 2020

Período de confinamento explica diminuição de casos sinalizados. Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas preocupada com crimes sexuais com exposição sexual de menores na internet.

No ano passado, cerca de 500 crianças estiveram desaparecidas, um número que representa metade dos casos sinalizados em 2019. O período de confinamento, que obrigou ao encerramento das escolas e a um maior controlo sobre jovens institucionalizados, explica esta diminuição e também, segundo a Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas (APCD), o aumento de situações em que menores do sexo feminino venderam o próprio corpo através da internet.

Os dados oficiais só serão divulgados nesta terça-feira, durante o seminário que assinala o Dia Internacional da Criança Desaparecida, mas a presidente da APCD, Patrícia Cipriano avança que, no ano passado, "houve uma redução muito grande das crianças desaparecidas em Portugal". Foram, disse, cerca de 500 quando, no ano anterior, foram 1004. "As escolas fecharam e as crianças permaneceram em casa. Por outro lado, as portas das instituições nas quais as crianças e jovens estavam internados fecharam-se e tornou-se muito mais difícil fugir", refere a dirigente, que frisa, ainda, que "mais de 90% dos menores desaparecidos foram localizados num curto espaço de tempo".

Patrícia Cipriano acrescenta que, tal como em anos anteriores, a maioria dos fugitivos estava sob a responsabilidade de centros de acolhimento, embora se tenham verificado, de igual modo, fugas de casa. "Também houve uma redução de crimes de subtração de menores, em que as crianças são levadas, sem autorização, por um dos pais", declara a presidente da APCD.

Pornografia de menores na internet preocupa

A mesma responsável sustenta que, além do desaparecimento de crianças, a APCD está muito atenta ao crescimento da pornografia infantil através da internet. "Temos conhecimento de casos em que raparigas menores se despem em diretos feitos através das redes sociais", revela.

Patrícia Cipriano frisa que o objetivo das menores é ganhar dinheiro com adultos que encontram no mundo virtual e que lhes pagam através de diferentes meios. O sistema MBWay e a criptomoeda são apenas dois deles.

PUB

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG